29 junho 2011

ACIDENTES

O acidente que levou à morte do cantor/actor Angélico fez-me recordar um acidente "parecido" pelo qual passei. A grande diferença foi que, para além de não ter havido mortes nem feridos, o meu carro (também um BMW na altura) não capotou.

Na autoestrada E17 a caminho do aeroporto de Bruxelas ia eu deixar a minha avó que voltava para Portugal depois de um mês de férias connosco. Tudo, para poder estar ao meu lado para o nascimento do 2º bisneto (o meu filhote Ethan). E tanto esteve ao lado que o viu literalmente nascer.

Ia eu no carro com a minha avó mais a minha filhota (na altura com 8 anos) e o meu filhote com apenas uma semanita de vida, na via da direita sem grandes velocidades visto levar duas crianças (um recém-nascido) e uma pessoa de idade, quando sinto um CRACK enorme e vejo passar uma das minhas "supostas" rodas à minha frente. (Exactamente a mesma roda traseira como a do acidente do Angélico).Senti o carro guinar uma série de vezes e, o que me valeu, foi realmente a velocidade dando-me tempo e aderência para conseguir parar o carro na berma a tempo de ninguém sofrer qualquer coisa.

Foi um daqueles sustos que não aconselho a ninguém. Vi a minha vida a andar para trás nesse curto espaço de tempo. O meu coração batia a uma velocidade incrivel e não dormi com o susto. Quando chegou, finalmente o reboque, vi a cara de admirado do senhor pois parecia que tinha sido feito de "propósito": tinha os parafusos que apertavam a roda todos bem "cortadinhos", como se alguém tivesse preparado esse "acidente". Nunca quis acreditar em tal coisa, e só sei que todos apanhamos um grande susto e ficou, graças a Deus, apenas por aí. 

Assim ficou a minha jante por dentro depois do acidente!

Este foi um de alguns dos acidentes pelo qual passei. Uma história minha para entender muito bem o que poderão ter sentido as pessoas dentro daquele grande acidente automóvel que acabou por tirar a vida a dois jovens, estando a terceira ainda em estado grave e, com toda a sorte e inteligência (no uso do cinto), se ter conseguido salvar com ferimentos ligeiros.

5 comentários:

Vera, a Loira disse...

Num acidente, depois do inicio, nunca se sabe como pode acabar. Ainda bem que tu tiveste esta sorte que não teve o Angélico, nem a Lila, a minha amiga de infância que se não tivesse morrido assim, num acidente de automóvel teria hoje a idade do Angélico.

Sérgio Pontes disse...

Do que te safastes, imagino o susto que tivestes

Paula NoGuerra disse...

Verinha,
Há situações na vida do qual não conseguimos ter controlo.
Os meus sentimentos pela tua amiga!
Beijocas super docinhas****

Paula NoGuerra disse...

Serginho,
Nem imaginas... é que nem imaginas!
Bjs docinhos xxx

Pusinko disse...

Fiquei impressionada com o teu relato. Não sei, não imagino nem perto sequer andei. Um abraço com muito miminho Paula. Tinhas tu, e os teus, muito para dar ao mundo!

BEijoo